Início Nacional Bolsonaro vai à Índia em busca de oportunidades comerciais para o Brasil.

Bolsonaro vai à Índia em busca de oportunidades comerciais para o Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro vai assinar até 12 acordos nas áreas comércio, tecnologia e ciências em viagem à Índia. O presidente deverá embarcar para Nova Déli na quinta-feira. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 27. Será a terceira reunião entre os líderes dos dois países, que mantiveram encontros na Cúpula do G20 em junho de 2019 em Osaka e na 11ª Cúpula do Brics em Brasília, em novembro. A viagem é vista como frutífera para o país.

O embaixador Reinaldo José de Almeida Salgado, secretário de Negociações Bilaterais na Ásia, Pacífico e Rússia, afirmou que a visita se insere num contexto amplo de reformas e de abertura da economia brasileira com o objetivo de tornar o Brasil mais atrativo a investimentos estrangeiros.

O comércio de U$ 7 bilhões com o país deverá ser ainda mais explorado. “Estamos indo com grande delegação, teremos um seminário empresarial em que o presidente falará sobre o novo ambiente de negócios no Brasil e depois abordará temas específicos como energia, especialmente energias renováveis, bioenergia, teremos a assinatura entre 10 e 12 acordos.” Assim como o Brasil, a Índia faz parte do Brics, bloco de países emergentes, formado em 2006, integrado também por Rússia, China e África do Sul.

Negociação
foco não ficará apenas na relação do Brics, mas em aprofundar as relações comerciais Brasil-Índia. Entre os possíveis acordos que estão em fase final de negociação, e espera-se que sejam assinados, estão: segurança cibernética; facilitação de investimentos em conjunto com acordo de previdência social (permite às empresas recolher uma única vez o INSS e aos empregados expatriados contabilizar o período de trabalho para a aposentadoria); fim da dupla tributação; bioenergia, ciência e tecnologia, cooperação de saúde e medicinas não tradicionais.

A comitiva presidencial ainda está em fase final de composição, mas já constam os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; da Agricultura, Tereza Cristina; de Minas e Energia, Bento Albuquerque; de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes; do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; e o da Cidadania, Osmar Terra. O ministro da Economia, Paulo Guedes, se junte à comitiva após sair de Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial, mas ainda não há confirmação oficial .

Bolsonaro aceitou um convite como convidado de honra para participar das comemorações pelo dia da República na Índia, no dia 26. Anualmente, apenas um chefe de Estado é convidado a participar do ato. O presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad, avalia que a viagem será proveitosa. “Estamos vendo com muito otimismo porque Bolsonaro pretende estabelecer mais de uma dezena de relações comerciais que serão frutíferas para o Brasil. A Índia tem se destacado e não há um modo melhor do que se inserir nesse processo. Será com foco na relação bilateral, a solidificação maior deve ocorrer na parte do setor do agronegócio de grãos, como milho e soja. Não podemos deixar de mostrar o Brasil para quem quer investir”, destacou.

“Merdocracia”, diz juiz em sentença

O juiz do trabalho Jerônimo Azambuja Franco Neto chamou o atual momento do Brasil de “merdocracia neoliberal neofascista” ao proferir sentença de um processo trabalhista, publicada na quinta-feira passada. “A merdocracia neoliberal neofascista está aí para quem quiser ou puder ver”, escreveu o juiz substituto da 18ª Vara do Trabalho de São Paulo, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Azambuja condenou um restaurante a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais e a demonstrar o pagamento do piso salarial, seguro de vida e de acidentes e assistência funerária aos funcionários.

Na sentença, o magistrado faz críticas a ministros do governo Bolsonaro, como Abraham Weintraub, da Educação; Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública; Paulo Guedes, da Economia; e Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, além do próprio presidente Jair Bolsonaro.

Texto transcrito pelo SN do https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia

(foto: Alan Santos/PR)

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